Domingo, 12 de Outubro de 2008

Graffiti com Muito Rigor


Por Guilherme Lima
Marcelo Akasawa aka Rigor
27 anos, 13 de skate
São Paulo (SP)


Sendo o skate arte, Marcelo Akasawa se tornou um artista quando deu suas primeiras remadas aos 14 anos de idade. Tempos depois criou com os amigos da COHAB – Marcelo “Peru”, Cesar “Orelhas” e Manoel Tavares – o Naipe do Gueto (NG), uma crew de skatistas da qual participam também os profissionais Fábio Castilho e Augusto Fumaça, amigos de longa data. Nessa mesma época Akasawa teve inclusive uma parte no vídeo do Chiclé# 11. No graffiti ele assumiu o pseudônimo de Rigor e faz parte da Turma do Mato (TM), já com o grupo “De Olho” ligou-se mais com movimenot do rap. Em 1999 Marcelo Akasawa foi para o Japão trabalhar e, talvez por falta de tempo para andar de skate, a arte começou a ganhar mais espaço na sua vida, mas ele nunca deixou o carrinho de lado.

Seu estilo de desenhos se manifesta através de uma linguagem típica do graffiti. Seus personagens em forma de latinhas aladas de spray parecem querer voar de mão em mão para lançar no espaço vazio, figuras e frases que transformam as paredes numa grande tela. Em momento algum seus personagens se repetem, talvez seja a sensação de movimento representada neles, que fazem com que o artista não queira que se tornem repetitivos, e muito menos cópias massificadas. Como fala o próprio Akasawa, ou melhor, o Rigor: “a originalidade de suas idéias faz com que você se torne uma pessoa única”.

A ausência de uma identidade é outro ponto marcante na sua arte: “os nossos personagens não têm identidade, são eles, e eles não têm nome. São os responsáveis pelos graffitis feitos na cidade, no caso seria o spray, mas ninguém sabe quem é. São eles, os artistas anônimos”. A arte do Rigor, antes de qualquer interpretação, é simplesmente a expressão do olhar de quem vive nos grandes centros urbanos e vê um cotidiano real que está além da imagem que temos do nosso dia-a-dia quando circulamos pelas ruas da cidade.

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A matéria acima foi publicada na Edição 111 da Revista CemporcentoSkate.

Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Toda Mulher é Uma Rainha - Todo Homem é Um Rei


Por Guilherme Lima

Dois personagens se encontram em plena São Paulo no final dos anos 1980 para viver uma intensa história de amor. Em meio a eleições diretas, confisco de poupança e impeachment de um presidente, eles vivem uma trama envolvente cercados de encontros e desencontros, intrigas com famílias ricas e nobres, modelos, empresários, homossexuais e prostitutas. Toda Mulher é Uma Rainha e Todo Homem é Um Rei, narra a trajetória real de Analu e Marco Antonio, em busca da realização - a qualquer preço - de todos os seus sonhos e, de quebra, descobrir o amor das suas vidas. Uma história simples e envolvente que poderia ser a história de muitos de nós brasileiros.

Analu é criada por seu padrasto na cidade de Rondonópolis em Mato Grosso, desde que sua mãe resolveu abandonar a família quando ainda era uma criança. A menina sofreu todo tipo de preconceito que as pessoas de uma cidade do interior podem ter pela filha de uma prostituta. Para superar o sofrimento Analu se concentra principalmente nos estudos e sonha com a faculdade de Letras para tornar-se professora e ser alguém na vida. Com a herança de seu padrasto ela vai morar numa pensão em São Paulo para conseguir realizar seu grande sonho. Tudo caminhava bem até que o governo do Presidente Collor confisca toda sua poupança.

Marco Antonio, filho de médico com advogada, teve uma vida cercada de aventuras perambulando pelas ruas de Currutela. Irmão do meio, ele, por peraltice ou vingança, urinava de madrugada na cama do irmão mais velho que tinha sono pesado, para que este levasse toda culpa. Quando seus pais mudaram-se de Currutela para Maringá mostrou-se tão mau aluno que trocou de colégio várias vezes. Ao entrar na faculdade partiu para as aventuras amorosas e nunca foi visto desacompanhado. Com foco em tornar-se empresário, Marco Antonio trabalhou em um banco e uma construtora, quando terminou a faculdade de engenharia seguiu para São Paulo com o objetivo de ser o seu próprio patrão.

Os personagens de Analu e Marco Antonio são os narradores da trajetória de suas vidas e, embora pintem um quadro verdadeiro, escondem nuances que são reveladas somente quando contada na história do outro. Toda Mulher é Uma Rainha e Todo Homem é Um Rei é apenas parte de uma grande trama dividida em quatro livros, onde cada protagonista revela uma parte obscura da história do outro enquanto coadjuvante. Desta forma, o autor cria um enredo que depende do ponto de vista de todos os personagens, aonde o leitor acaba criando também a sua própria concepção das histórias. A série se completa ainda com mais dois livros a serem concretizados: Todo Gay é Absoluto e Somos Todos da Realeza.


Processo de Concepção do Livro
A idéia de escrever o livro surgiu no ano 2000 quando o escritor Célio Pereira resolveu que deveria contar a história destas pessoas a partir do que foi relatado a ele por uma amiga de longa data, a própria Analu. Antes de escrever as primeiras linhas Célio ouviu de uma cartomante que escreveria vários livros, foi a partir desse presságio que resolveu contar a história de todos os personagens numa série de quatro livros narrada por eles mesmos. Ao assistir uma entrevista com Valcir Carrasco, onde este dizia escrever cem laudas em três horas, Célio entrou em depressão, que só passou quando assistiu outra entrevista, agora do escritor Gabriel Garcia Marques, na qual ele dizia ter levado dez anos para escrever Cem Anos de Solidão. Passado o trauma inicial Célio Pereira conseguiu concluir ao longo de 2004 todo o roteiro da história.

Para conseguir escrever do ponto de vista feminino Célio leu e consultou uma relação de oitenta livros. Isto o forçou a desenvolver um processo de leitura que lhe permitiu ler um livro de oitenta ou quatrocentas páginas num intervalo de 24 horas. Mesmo com essa capacidade de leitura Célio precisava se manter, mas por outro lado, não queria um emprego fixo, pois achava que podia atrapalhar no processo inicial de pesquisa e escrita. Pensando assim, ele resolveu trabalhar como “empregada” doméstica para um ator global em troca de casa, comida e cigarro. Passada esta fase Célio partiu para Rondonópolis, sua cidade natal, a fim de entender e escrever sobre o universo do personagem de Rosinha. Em um famoso ponto de travestis ele entrevistou além da própria Rosinha, tantas outras que por lá viviam e o ajudaram a construir o perfil desejado. Todos os outros personagens, coadjuvantes ou não, fizeram parte do universo vivido pelo autor.

Entre idas e vindas a São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Bares. Cigarros. E muito café. Célio decidiu que deveria retirar-se de cena para costurar em sossego as páginas de todos aqueles cadernos que ainda estavam escritos a mão. O lugar escolhido foi a casa de sua velha e boa irmã em Mato Grosso, por quem foi muito bem recebido. No dia seguinte a sua chegada ele começou a ler e escrever por quase dez horas seguidas, porém, quando o relógio bateu seis horas da tarde foi convidado gentilmente a entrar, pois um alarme seria ligado. Acostumado a dormir às quatro da madrugada e acordar ao meio dia aquilo foi um choque, mas com medo de ser expulso e não ter pra onde ir, Célio aprendeu a viver naquele regime semi-aberto durante três meses, e de irmão rebelde que era, transformou-se em um cordeiro.

O período de reclusão virou piada entre os amigos de Mato Grosso que só ficaram sabendo da presença de Célio depois de três meses quando começou o processo de digitação dos livros. O absurdo era tanto que certa vez, por volta das nove da noite, quando alguns amigos apareceram na casa sem avisar, Célio com medo, nem ousou responder aos gritos, mesmo assim sua irmã foi até a porta e os recebeu de braços abertos. Quando partiram, ela disse: “Que gente mal educada, vir na casa do outros de madrugada”. Célio com uma voz doce perguntou se podia falar uma coisa, no que ela consentiu, ele disse que nove horas não era madrugada, talvez para eles que dormiam cedo. A irmã virou-se para ele e perguntou: “Será?!”. Entre este e outros apertos, após sete anos, Célio finalmente concluiu os dois primeiros livros.

A Trajetória do Autor
Célio Pereira tem 20 anos de experiência de trabalho com modelos. Começou em meados dos anos de 1980, ainda em Mato Grosso, quando foi convidado para representar pela Agência de Modelos Elite na cidade de Cuiabá o concurso The Look Of The Year, promovido para descobrir novos talentos da moda brasileira. No seu primeiro ano Célio levou duas meninas até a final do concurso. No ano seguinte representou a agência em Campo Grande no Mato Grosso do sul e no terceiro representava a agência em Cuiabá, Campo Grande e Goiás. No quarto ano Célio mudou-se para São Paulo para trabalhar como contratado pela Elite. Começava ali a sua incursão na profissão de olheiro.

Em São Paulo começou como um faz tudo. Quando chegou novamente a época do concurso, a Elite percebeu que Célio tinha feeling para identificar novos talentos. Sua presença em portas de colégios e matinê de boates distribuindo cartõezinhos era constante, entre as suas descobertas está Aline Cerpa que hoje faz moda em Paris. No término do período do concurso Célio era responsável por cuidar da imagem das meninas recém chegadas. Durante quinze dias ele observava o comportamento delas, levava para almoçar, ensinava a usar talheres, e acompanhava as meninas para retirar o DRT, e por fim, fazia um diagnóstico de como a agencia deveria investir nas modelos.

Com a experiência Célio começou a impor respeito e assumiu também a responsabilidade de acompanhar modelos famosas quando regressavam ao Brasil para participar de algum evento. Ele providenciava a custo zero: hotel cinco estrelas, carro blindado e motorista na porta. Entre as modelos que receberam seus cuidados estão, Alessandra Ambrósio e Ana Beatriz Barros. Depois de dez anos na Elite Célio mudou de ares ao ser convidado por Daniel Freire, atualmente produtor do Fashion Week, para trabalhar na Agencia de Modelos BRM dirigida por Manuel Borelli. O namoro com a BRM não durou muito porque logo a Elite negociou sua volta, mas a porta da BRM continuou aberta.

Novamente na Elite Célio assumiu o cargo de assistente da diretora Adriana Ferreira Leite. Em seguida a agencia passou por uma reformulação no quadro de funcionários e Célio Pereira recebeu o Departamento The Face para administrar. O The Face é a porta de entrada para novas modelos e um estágio preparatório para tornarem-se modelos de verdade. Célio ficou no cargo por dois anos quando se retirou, depois de 16 anos a serviço da Elite, para escrever seus dois livros. Hoje ele está de volta a BRM onde continua cuidando da imagem de algumas modelos, função esta que exerce com muita competência.



O Que Falam Sobre o Autor

Grande homem, grande ser humano, grande amigo para sempre!

Samara Felippo – Em janeiro de 2008 no blog que a atriz tem no portal Globo.

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Aquarela Noturna

Por Guilherme Lima

Será peralta esta fantasia
que se submetem meus olhos
ao querer materializar
o momento em que surges
no sutil movimento noturno
do teu corpo feminino?
Será loucura infantil
querer eternizar tua imagem
quando sombreada
pela luz do teu quarto
iluminando as sombras
de obscuros pensamentos?

Talvez isso tudo
possa ser uma nova tortura
em que sinto tua figura
mas sem poder tocá-la,
quem sabe então
uma nova aquarela
algo que este sombrio olhar
possa apenas admirar
antes de atingir o horizonte
ou antes, que possa apagar,
o brilho na tua janela.


Fonte Imagem: http://indoleromantica.blogs.sapo.pt

Domingo, 22 de Junho de 2008

Legalizar ou Não: Eis a Questão!

Por Guilherme Lima

"Não é só o traficante, ou mesmo o usuário, que alimenta o tráfico, mas também policiais, delegados, juízes e políticos corruptos que se beneficiam de leis precárias e de um Estado que protege esses tipos criminosos"


Desde fevereiro de 2004 a Lei 7.134, aprovada no Senado, determina o fim da pena de prisão para os usuários e dependentes de drogas. Caso o usuário seja flagrado ele não precisa ser levado à delegacia. A prisão para o consumidor ocorrerá somente se ele recusar cumprir a pena determinada pelo juiz. O traficante não tem o mesmo benefício e a pena varia de 5 a 15 anos. Já o cara que financia o tráfico tem uma pena maior que pode variar de 8 a 20 anos, estes, geralmente são protegidos pela lei da impunidade.

Mas legalizar é uma idéia tão sedutora quanto polêmica. Mesmo na ilegalidade, a droga movimenta no mundo algo em torno de 330 bilhões de dólares, que chega ao Estado em forma de propina. Esse comércio abastece um submundo de traficantes com regras específicas regadas a muita violência. Será que a legalização mudaria essa situação? Não existe uma fórmula que sirva para todos os países. O Estado passaria a gerir a produção, distribuição, o comércio e também a qualidade do produto, em contrapartida, ele não tem capacidade de exercer o controle do uso comercial da droga e muito menos tem condições sanitárias, educação e saúde para que ela seja comercializada.

Não existe nenhuma evidência de que a legalização possa resolver o problema do tráfico e da violência. Atualmente, não existe no Congresso Nacional nenhum projeto sobre a legalização da maconha. Mas o pontapé inicial para uma nova discussão foi dado no final de 2007 pelos alunos de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi com o radiodocumentário “Legalizar ou Não: Eis a Questão!”.

O programa - que você pode ouvir logo abaixo - aborda o tema de forma imparcial, séria e bem humorada. Entre os entrevistados encontram-se usuários, um advogado, um ex-detento, um delegado, um psicólogo, e tantos outros. A produção musical também está de parabéns e muito bem contextualizada com o tema. A locução ficou por conta de Andréa Munhoz e Tereza Morroni; Edição e Produção: Reinaldo Spíndola, Renato Negrão, Sabrina Onze, Sara Wader, Simone Argiles e Vitória Camargo; Reportagem: Simone Argiles; Operação de Som e Mixagem: Guilherme Lima (eu mesmo); Coordenação: Danil Petrow e Suely Maciel.

Fonte Imagem: http://fabriciohxcx.weblogger.terra.com.br/img/maconha.jpg


Legalizar ou Não: Eis a Questão
Colocado por Guigalimas

Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Eliminados por WO

Por Guilherme Lima

O brasileiro é um povo alegre, caloroso, guerreiro, que supera qualquer adversidade. Estes e tantos outros adjetivos atribuídos ao nosso povo não chega aos pés de tanta mediocridade existente em todos nós.

Sem querer desmerecer qualquer classe de trabalhadores. Gostaria de saber se você aceitaria como porteiro alguém que já cumpriu pena ou tem problemas na justiça? E se a empregada doméstica que você contratou estivesse respondendo algum processo? Você continuaria com ela em casa? Mas se ela fizesse um excelente trabalho e, de vez em quando, roubasse um quilo de arroz, de açúcar, ou tirasse dinheiro da sua carteira, você mesmo assim continuaria com ela? E se você que tem uma empresa, seus empregados são super produtivos, mas roubam todo mês um terço da produção, o que você faria?

Acredito que ninguém aceita nenhuma dessas situações. O que é uma mediocridade porque aceitamos isso todos os dias. Não acredita ou não entendeu? Então fique sabendo que uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral liberou que candidatos com processos na justiça, inclusive penal, possam candidatar-se nas próximas eleições. Isso quer dizer que por lei, até Alexandre Nardoni e Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella, podem sair candidatos a cargos públicos a hora que quiserem. Assassinos por assassinos, os políticos do Rio de Janeiro, só com os descaso da dengue, mataram 64 pessoas, entre eles, várias Isabellas, Pedros, Marias e Joãos. Mas no Rio é assim mesmo, os políticos já são bandidos desde garotinho. Estou com pena do crime organizado, eles jamais imaginariam competidores tão fortes.

E vem mais ação criminosa por aí com a nova CPMF, aquela mesma que nunca chegou para a saúde no governo do PSDB e muito menos chegará no governo do PT. Com tantos criminosos a solta administrando o País andei pensando em fugir pra China, mas me disseram que por lá é pior ainda, pois o povo não tem saúde nem educação. Isso é verdade, eles não têm mesmo esses benefícios pagos pelo governo, por outro lado, não pagam impostos por estes serviços. Pior somos nós que pagamos e não temos. Enquanto isso o time dos políticos honestos é eliminado por WO, porque ninguém sabe onde eles foram parar.

Fonte Imagem: http://www.mirage.com.br/mirage/comunidade/wp-content/uploads/2007/09/brasilia_01.jpg

Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Ninguém Mexeu no Meu Queijo

Por Guilherme Lima

Ceará-Mirim, uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Norte, foi uma das principais exportadoras do pau-brasil durante o Brasil colônia, mas com a evolução da economia no país, o pau foi perdendo completamente seu uso naquela pacata cidade. Tanto é assim que recentemente, um ex-noivo, morador da cidade, foi condenado a pagar R$ 8 mil reais de indenização por danos materiais ao abandonar a noiva, que eu vou chamar de Paula, a um mês do casamento. Talvez porque o queijo do pau-brasil do rapaz subiu acima da cabeça.

Paula entrou na justiça com alegação de que o ex-noivo rompeu o relacionamento de oito anos com a promessa de casamento por dúvidas quanto a virgindade dela. A moça submeteu-se ao exame de conjunção carnal no ITEP (Instituto Técnico Científico da Polícia – Rio Grande do Norte) dois meses antes do noivado e comprovou sua virgindade, e por isso também, queria indenização moral. Mas o juiz da 1ª Vara Cível da Comarca de Ceará-Mirim reconheceu apenas o dano material com os gastos para a tão sonhada festa de casamento.

Independente do resultado no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, uma dúvida me apetece. Será mesmo que o rapaz ficou no queijo durante oito anos? Ou será que durante esse breve tempo de jejum o pau-brasil do rapaz não cresceu por outros caminhos que vão além da densa floresta da querida Paula? Quem sabe uma caverna vizinha, oculta, amiga? Talvez a história seja diferente e o jovem quissesse mesmo era fugir pra Minas e ganhar dinheiro com a do queijo acumulado por todos esses anos? Vai saber...

O engraçado de tudo isso é saber que muita gente ainda acredita que o sexo só ocorre quando acontece penetração vaginal. Quanta inocência...


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Depois de um tempo sem postar nada por pura falta de vontade estou de volta para alegria dos meus quase dois leitores.

Fonte Imagem: http://pinpao.blogs.sapo.pt


Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Documentário Movimento Superação

Por Guilherme Lima

"Quando eu vi que não conseguia mais subir escada eu falei: Nossa! O bagulho tá louco, o que que eu arrumei pra minha cabeça?” - Billy

O Movimento Superação é uma associação criada para buscar melhores condições de vida para pessoas com necessidades especiais a partir da inclusão social. A idéia do Movimento surgiu em 2004 do encontro de três grandes amigos: Guilherme Rocha e Billy (William Coelho) ambos cadeirantes, e a apresentadora Luka. Neste mesmo ano eles organizaram a primeira passeata em prol da pessoa com deficiência que aconteceu na Avenida Paulista no dia 03 de dezembro - Dia mundial do Deficiente. Compareceram a este primeiro encontro mais de duas mil pessoas, já no ano seguinte esse número chegou a quatro mil.

Reza a Constituição Federal que todos têm o direito de ir e vir, que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. O Movimento Superação, indignado com o descaso da sociedade em relação à pessoa com necessidade especial, luta para que todos tenham esse direito de ir e vir, direito à cidadania, e também um país mais acessível. Procura ainda, fazer com que as pessoas possam compreender a real complexidade que envolve os direitos do deficiente.

O vídeo documentário Movimento Superação - que você pode assistir em duas partes logo abaixo - conta um pouco da história deste Movimento e de alguns dos seus membros. Através dos depoimentos de profissionais da área médica, políticos, familiares, amigos e de outras pessoas com necessidades especiais, o documentário traz à tona as dificuldades existentes no dia a dia do deficiente físico e procura desmistificar a idéia, ou o preconceito, de que a pessoa com deficiência seja um inválido. Além disso, procura abrir mais espaço para uma discussão sobre o assunto e alerta ao telespectador do quanto se perde com a falta de convivência com esses cidadãos.

A realização do documentário ficou por conta dos alunos do Curso de Jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi, Ana Carolina Câmara, Fernando Petroni, Guilherme Lima (eu mesmo), Marina Paes, Pedro Zunkeller e Thadeu Reis. E foi apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em dezembro de 2006. Orientação: Prof. Danil Petrow; Edição: Marco Arantes; Câmeras: Eduardo Domingues, Fabiano Lupinacci, Marco Arantes e, Vandelei Vicário; Fotos: Arthur Calazans. Trilha sonora: Bob Dylan – Blowing in the wind; Cordel de Fogo Encantado – Árvore dos encantados; O Teatro Mágico – De ontem em diante; The Beatles – With a little help from my friend; Mongol / Oswaldo Montenegro – Aquela coisa toda.

Para saber mais sobre o Movimento Superação acesse o site:
www.movimentosuperacao.com.br.



Doc Movimento Superção - Parte 01
Colocado por Guigalimas



Doc Movimento Superção - Parte 02
Colocado por Guigalimas

Sábado, 12 de Abril de 2008

Talento, Sorte e Casamentos


Por Guilherme Lima


Diego era rico, inteligente, alto, bonito, e tinha um talento nato para conquistar mulheres. De todas elas se podia ouvir: “Este é pra casar!”. Mas para tristeza dele o casamento não oferecia a mesma expectativa. Ainda nos tempos de faculdade, todas, sem exceção, suspiravam por ele, digo sem exceção porque até as desprovidas de beleza tinham seu quinhão de chances com o moçoilo. Nas festas e churrascos, entre uma dose e tantas outras de bebida, Diego não dispensava nenhuma delas. Ele era o único cara do grupo que percebia detalhes de beleza que ninguém mais conseguia perceber. Passado a ressaca do dia anterior, e mesmo com todos os amigos tirando sarro, ele não via motivos para deixar de ser gentil com a moça. Mas como toda boa farra com os amigos e mulherada tem um fim, a dele chegou quando conheceu a enigmática Luciana.

Luciana, além de uma beleza encantadora, era adepta do estilo riponga de ser e muito ligada as coisas que envolvem o cosmo. O que levou Diego por um caminho de prazer e conhecimentos místicos. Um ano depois de formados eles casaram-se e foram morar numa comunidade alternativa na cidade de Sana. A felicidade do casal parecia não ter fim até a chegada na cidade de um surto de tuberculose, Luciana não conseguiu resistir ao ataque da doença. Para esquecer a dor, Diego voltou para São Paulo e dedicou-se única e exclusivamente a carreira profissional. Passados quase três anos da morte de sua amada Luciana, surge na vida do rapaz a tímida Cristina. Seu olhar distante e um pouco triste fez Diego pensar que ela tivesse sofrido uma grande perda e apaixonou-se por ela, foi amor a primeira vista. A moça de triste náo tinha nada e, para sorte dele, trepava como uma puta de quinta categoria. Seis meses depois casaram numa cerimônia para poucos convidados.

Quando tudo parecia bem no casamento Cristina foi picada por um mosquito da dengue, e com menos de dois anos de casados, Diego estava viúvo novamente. Mas a tristeza não durou tanto quanto antes, um ano depois ela foi completamente apagada na sua terceira festa de noivado, desta vez com a jovem Olívia, da qual ele dizia sentir-se inspirado só de vê-la sorrir pelo canto dos lábios. Uma semana antes do casamento Olivia faleceu num trágico acidente de carro. Diante de tantas tragédias nas tentativas de um casamento duradouro, Diego desistiu definitivamente dos compromissos sérios e voltou a cair na farra, exatamente como nos tempos de faculdade. Agora sim, regado a muita bebedeira e muitas mulheres, o homem parecia ter voltado de verdade à vida. E foi justamente nessa época que Diego conheceu Camila, adepta como ele, de farras, bebedeiras e também orgias. Parecia que os dois tinham sido feitos um para o outro. O casamento não veio tão rápido quanto os anteriores, mas um dia ele chegou, e claro, por muita insistência de Camila que estava cansada daqueles três anos de namoro aberto como se fosse uma eterna quarta-feria de cinzas.

Camila sim tinha uma sorte inexplicável para casamentos - morena, carregava um certo ar de intelectual naquele lindo par de olhos azuis, além de uma beleza bem distribuída no seu um e setenta de altura, e um busto de causar inveja a muitas ciliconadas. Camila recebeu do primeiro ex-marido, depois do acordo de separação, uma casa em Búzios e uma mansão no Morumbi. Já do segundo ex-marido, ficou com metade de um rentável escritório de advocacia. E do terceiro, um certo Diego, que acabara de falecer vítima de infarto fulminante, herdou uma Ferrari, mais de cinqüenta por cento em ações de uma refinaria de petróleo e, claro, o talento nato que ele tinha para conquistar as mulheres.



Fonte Imagem: http://www.nmfa.org/images/content/pagebuilder/27992.jpg

Domingo, 6 de Abril de 2008


Bela Náufrago


Por Guilherme Lima


Para onde vais bela?
Para onde vais fera?
E os teus amigos?
E os meus amigos?
Não sei onde estão
Estão todos náufragos.

Onde está o esplendor?
Onde está o grande amor?
Naufragou no mar da Galiléia.

O que faço agora?
Agora que chegou a aurora?
Não sei mais onde ela mora
Se ainda namora
Ou se já foi embora.

Embora minha vida pareça nada
Embora apareça a fada
Não vou fugir assim
Não vou fugir daqui
Mesmo se ela ficar calada.

Uma balada me faz sorrir
Vou esquecer,
Isso não é o meu fim
Surgirá outro amanhã
Outro pecado de maçã,
Vou continuar minha espera
De uma outra menina bela.



Fonte Imagem: http://www.nathyffa.blogger.com.br/caminhando.JPG

Domingo, 30 de Março de 2008

Som em Cena

Por Guilherme Lima


“A música é a cor do preto e branco da imagem. Um filme sem trilha é um filme sem alma” – Marcos Viana (Olga)


A trilha sonora de um filme tem o poder de conduzir a história e a emoção dos espectadores. Algumas vezes ela faz parte da trilha sonora da nossa própria vida, em outras, nos faz traçar uma linha do tempo com memoráveis recordações. Talvez você não consiga lembrar da trilha de “E o Vento Levou”, mas com certeza deve lembrar da música do filme Titanic, 2001, Tubarão ou até mesmo Et. Mas será que você lembra de alguma trilha sonora de filme nacional?

O radiodocumentário “Som em Cena”, que você pode ouvir em três partes logo abaixo, apresenta as trilhas que fizeram parte do cinema nacional desde a retomada em 1994. Além de ser uma aula de cinema - somente para os seus ouvidos -, é um excelente estímulo a nossa imaginação e nos ajuda a entender o casamento entre a música e a imagem. O programa trata ainda das dificuldades de se produzir trilhas sonoras no Brasil, da qualidade sonora do filme nacional, e do potencial do mercado brasileiro para produção de trilhas.

“Som em Cena” é um Trabalho de Conclusão de Curso realizado em 2004 pelas alunas de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi. Apresentação: Mirela Barbosa e Renata Senlle; Roteiro: Melissa Rossi; Produção: Sabrina Sandoval e Renata Toledo Piza; Reportagem: Melissa Rossi, Mirela Barbosa, Sabrina Sandoval; Edição, Mixagem e Sonoplastia: Guilherme Lima (eu mesmo); Locução: Aliassan; Coordenação: Nivaldo Ferraz.